adornos_pre_historicos

Desde a pré-história, o homem usa objetos como acessórios. Primeiramente, eram feitos de seixos e ossos e se revestiam de um significado rústico-religioso. Muitas vezes, serviam como talismã e eram usados por homens e mulheres.

Alguns tipos de mensagens são transmitidas e podem variar entre sua própria constituição; funções práticas; modos de uso; valores estéticos; significados enquanto signos de uma gramática visualculturalmente estabelecida; significados ideológicos.

Aos poucos, deixaram de ter um significado apenas simbólico e passaram a ser considerados enfeites. Assim chegou-se às chamadas jóias, que foram se aperfeiçoando até chagarem aos dias de hoje.

Para alguns povos, em várias fases de nossa história, a importância disso era possuir algo incomum, um valor que significasse uma grande dificuldade de obtenção, uma pena de um pássaro raro ou até a orelha de um inimigo. Poderia tanto ver no adereço do Rei seu poder, em muito ouro ou pérolas, significar a conquista de outras terras, assim como o adereço do guerreiro significando sua história de coragem. A joalheria sempre acompalhou a nobreza, foi inacessível à plebe por milênios. Os egípicios, os romanos, a nobreza européia e até nos nosssos dias.

Desde antes de Cristo já existem registros históricos do seu uso e até mesmo os Reis Magos o presentearam, quando o visitaram na ocasião de seu nascimento. São muitos os registros e referências bíblicas sobre o seu uso.

Ela carrega, também, concepções e valores resultantes da leitura do designer sobre a cultura e a sociedade a que pertence. Alguns tipos de mensagens transmitidas por esses acessórios, podem variar entre sua própria constituição; funções práticas; modos de uso; valores estéticos; significados enquanto signos de uma gramática visual culturalmente estabelecida; significados ideológicos. Carregados de potencial e efeitos semióticos, elas têm uma significação que vai além de seu caráter utilitário e de seu valor comercial. Esta significação consiste largamente em sua habilidade em carregar e em comunicar significado cultural. Este significado é incorporado com a ajuda de designers e assim vão surgindo as novas tendências de modas e desta forma taduzindo o estágio cultural da sociedade.

Muitos são os produtos usados na confecção, mas o ouro, diamante, prata, pérola e as pedras preciosas foram sempre os mais utilizados, quer seja pela beleza, pela sua durabilidade, pela sua raridade e valor. Devido o alto custo destes produtos e o crescente desenvolvimento tecnológico, foi possível substituí-los por produtos que os imitam e se tornaram acessíveis às pessoas de menos posses, são as semi-jóias, as bijouterias. Hoje, as técnicas para confecção de jóias em diferentes estilos e modelos estão aprimoradas e encontram-se as peças mais belas e sedutoras.

O ouro exerce atração sobre o homem desde a época da descoberta dos metais. Os egípcios usaram-no, tanto na fabricação de objetos rituais como na douração de sarcófagos e no adorno do mobiliário dos faraós. Na Antiguidade e na Idade Média, as minas de ouro e prata eram escassas e muitos escultores e pintores famosos, principalmente na Renascença, iniciaram seu aprendizado artístico nas oficinas de ourives. O ouro não perde a cor ou enferruja e embora seja bastante forte é também o mais maleável dos metais.

Além do ouro e da prata muito usados na sua confecção há também o diamante e as pedras preciosas, chamadas gemas. As gemas, utilizadas como objetos de decoração, adornos pessoais e até mesmo como amuletos da sorte ou de magia, fascinam o homem desde seus primórdios, com seu brilho, sua cor, sua raridade e até mesmo aqueles mistérios que as envolvem quanto aos seus poderes esotéricos. As mais famosas são a Água-Marinha, Ametista, Rubelita, Topázio, Turmalina, Citrino, Iolita, Peridoto, Berilo, Crisoprásio, Cristal, Esmeralda, Granada, Ônix, Quartzo Rosam, Rodolita, Safira, Rubi, Tanzanita, Alexandrita. A safira apareceu pela 1ª vez na Arábia. Seu nome deriva do Hebraico Sappilir, que significa “a coisa mais bela”.O Brasil é considerado uma das maiores províncias geomológicas do mundo. No solo brasileiro estão presentes todos os tipos existentes na crosta terrestre. Água-marinha, Esmeralda, Topázio, Turmalina e Diamante são as pedras preciosas mais encontradas.

O Diamante (do grego adamas) que significa invencível e sugere a força e a eternidade do amor. Os antigos chamavam-no de pedra do sol devido ao seu brilho fascinante. São extraídos em várias partes do mundo, mas 80% das pedras no mercado hoje vêm da Angola, Austrália, Botswana, Namíbia, África do Sul, Rússia e Congo. O Brasil produz menos de 1% da produção mundial. Com todas essa fontes dá a impressão de se ter grande disponibilidade, mas não é o caso. São necessárias mais de 250 toneladas de cascalho para se extrair um quilate do mesmo. Além do mais somente por volta de 20% de todos o extraídos são gemológicos, o restante vai para a indústria. Todas as minas, com exceção de algumas na Namíbia, produzem mais industriais do que gemológicos (aqueles usados em jóias). São vários os usos para os fins industriais: perfuração de poços de petróleo; nas brocas usadas por dentistas para furar dentes; ferramentas de corte, como o vidro; bisturis usados na medicina, principalmente na indústria oftalmológica, que exige muita precisão no corte e muitas mais.

Quando se fala em ouro ou diamantes e pedras preciosas, para expressar o seu valor, logo surgem as palavras quilate ou kilate, que poucos sabem o que significam. Muitas pessoas confundem quilate com kilate. “Quilate” abrevia-se “ct.” se refere ao peso dos diamantes, enquanto “Kilate” abrevia-se “K” se refere à pureza do ouro. Ex.: 18K ( ouro 18 kilates).

Um quilate é uma unidade de peso para diamantes e outras pedras preciosas. Um quilate é igual a 200 miligramas (0,200 grama, o que equivale a dizer que 1 grama = 5 quilates). Há 1.000 gramas em 1 quilograma (kg). São portanto 5.000 quilates por kg (se você pesa 70 kg, você tem 350.000 quilates). O termo quilate (em inglês = carat) é derivado da palavra “carob” . São sementes que têm pesos incrivelmente parecidos umas com as outras e então eram usadas pelas civilizações antigas para calcular o peso dos diamantes. Uma semente equivalia a 1 quilate. Um quilate é dividido em 100 pontos, de forma que um diamante de 75 pontos pesa 0,75 quilates. 1 quilate = 0,2 gramas. Dois diamantes de pesos iguais podem no entanto ter preços diferentes, dependendo de sua lapidação, pureza e cor. Os “4 princípios do diamante” são corte, claridade, quilate e cor.

Quando se refere ao ouro, o Kilate é uma unidade de pureza. Ouro 24 Kilates é ouro puro. Geralmente, o ouro é misturado com metais como o cobre ou prata para fazer jóias, porque o ouro puro é muito mole. Cada Kilate indica 1/24 do todo. Se uma jóia é feita de metal que tem 18 partes de ouro e 6 partes de cobre ela é de ouro 18 quilates. De onde veio essa unidade de pureza tão engraçada? Acontece que uma moeda de ouro alemã chamada marco era comum há cerca de mil anos. Ela pesava 24 Kilates (4,8 gramas). A pureza do ouro na moeda foi expressa com o número de Kilates de ouro presente nessa moeda de 24 Kilates.

Fonte: http://tudojoia.blog.br