A boa postura corporal é mais do que algo para melhorar a aparência. Sem ela, a saúde pode ser seriamente comprometida. Uma pessoa com má postura apresenta ombros enrolados para frente, leve cifose, conhecida como corcunda, dando a aparência de seios caídos, retroversão pélvica e retificação da coluna lombar, ou seja, a impressão de que a pessoa não tem bumbum, além da flacidez abdominal, associada a uma escoliose, que leva a um desvio da coluna, apresentando uma diferença na altura dos ombros e até a famosa gordura localizada.

Os problemas causados pela má postura corporal são muitos. Dentre eles, está a algia da coluna vertebral, que é conhecida como dor nas costas e temida por todo mundo. De acordo com a Organização Mundial de saúde (OMS), 85% da população mundial sofrem de dores na coluna.

Para ter uma boa postura corporal é necessária a manutenção de três curvaturas normais da coluna: a coluna cervical (região do pescoço), a coluna dorsal (no meio das costas, região torácica) e a coluna lombar (área mais baixa, próxima ao quadril).

Na maioria dos casos, as alterações posturais ainda na infância predispõem problemas na vida adulta. Para evitar que isso aconteça, é importante que haja uma intervenção dos pais na reeducação de hábitos inadequados das crianças, como o transporte de carga excessiva de material escolar em mochilas, ou a prática de esportes sem orientações de um profissional.

Já no adulto jovem, as algias da coluna estão relacionadas a posturas inadequadas, quedas, acidentes, obesidade e problemas congênitos (escolioses). Na mulher, os desconfortos na coluna são mais acentuados no período da gestação e menopausa. Na velhice, as quedas, a artrose e a osteoporose (redução da massa óssea) são as principais causas.

Mas se engana quem acha que a dor decorre só de doenças específicas. Ela também afeta uma pessoa a partir de causas multifatoriais. Alguns problemas emocionais como, por exemplo, depressão, ansiedade e estresse, podem estar associados às alterações posturais, que são adquiridas involuntariamente para proteger-se, sustentar-se ou defender-se de algo.

E, principalmente, as atividades de vida diárias (AVDs) podem estar associadas à má postura, como a maneira de se sentar, de se deitar e dormir em colchões inadequados ao peso corpóreo, de carregar peso, dirigir um automóvel, a prática de atividade física inadequada, entre outros.

Para ajudar a solucionar tais problemas, surgiu a Podoposturologia, uma técnica francesa da área da fisioterapia que tem como objetivo reeducar e realinhar a estrutura do corpo através de exames especializados que geram a prescrição de palmilhas proprioceptivas, que podem ser usadas tanto na prevenção como na cura dos problemas. A técnica corrige vícios posturais decorrentes dos desequilíbrios que comprometem a saúde tanto de atletas quanto de pessoas sedentárias.

As palmilhas são confeccionadas por materiais usados em calçados esportivos de última geração e que propicia sensação de conforto e bem estar. “Na maioria dos casos, o uso das palmilhas é periódico. Há problemas que são solucionados entre 45 dias a seis meses, outros em um, dois ou três anos. Em apenas cerca de 30% dos casos, o uso de palmilhas é necessário de forma continuada”, declara Dr. Mauro Pedroni Junior, fisioterapeuta e diretor da FisioClínica Londrina, no Paraná . “Após a reorganização postural, o paciente deve estabelecer uma rotina no seu dia a dia, percebendo e reeducando seus hábitos posturais nas atividades diárias”, complementa o Dr. Vidigal Afonso Gasparini, fisioterapeuta diretor da CorpoEquilíbrio Fisioterapia, clínica localizada na capital de São Paulo

Fonte: FOLHA DE LONDRINA – PR

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